sábado, 21 de outubro de 2017
quinta-feira, 28 de setembro de 2017
CULMINÂNCIA
Este projeto terá sua culminância com a apresentação dos gráficos realizados nas atividades, em relação ao que a comunidade escolar acredita ser melhor em relação ao tema.
Os mesmos seriam apresentados durante uma reunião de pais na escola, e após apresentados para os demais membros da escola, alunos, funcionários, etc.
Com a apresentação destas estatísticas veremos realmente quem está apto a abordar este tema, o que a comunidade em geral acredita ser melhor para nossas crianças e jovens.
Acompanhamento e Avaliação
O
acompanhamento do projeto se dará em reuniões quinzenais, nas quais serão
discutidos métodos para o aperfeiçoamento do mesmo, juntamente com toda equipe
diretiva e professores. E a cada período maior juntamente com os pais e alunos.
A
avaliação se dará por meio da participação das atividades propostas, pesquisas,
colocações em aula, entre outras.
ATIVIDADES
Atividade
1-
Aplicar uma pesquisa na comunidade escolar e no âmbito familiar dos alunos, em
referência a ideologia de gênero, onde os pais, professores, direção e
comunidade em geral colocariam suas considerações a partir de perguntas
selecionadas, para que assim o professor possa ter um prévio conhecimento em
relação ao que a comunidade pensa sobre o determinado assunto.
Após este estudo o
professor montará gráficos estatísticos para fazer comparações até mesmo em
sala de aula.
Atividade
2-
Roda de conversa para abordar com os alunos o que eles pensam sobre Ideologia
de Gênero e se acreditam ser pertinente que o professor aborde este tema em
sala de aula.
Após isso os mesmos
construirão um cartaz o qual expressará e sistematizará as concepções dos
alunos podendo assim ser aprimorado com as colocações feitas anteriormente na
conversa. O cartaz poderá conter indagações e dúvidas dos componentes dos
grupos.
Atividade 3- A
partir do vídeo “ Família cria filhos sem gênero definido nos Estados Unidos”,
esta que será aplicada em uma turma de estudantes universitários, para dar
início a um debate em relação a questão apresentada neste projeto. Ideologia de
Gênero: quem deve abordar o tema?
Os pais ou a escola?
E se realmente a escola for
responsável, qual a forma mais prática de abordar este tema sem que nenhuma das
partes saia “prejudicada?
IDEOLOGIA DE GÊNERO: QUEM DEVE ABORDAR ESTE TEMA? OS PAIS OU A ESCOLA?
O
conceito da ideologia de gênero surgiu através de Karl Marx no livro” A Origem
da Família, da Propriedade Privada e do Estado”, o qual foi publicado por Engels,
o qual explica a realidade familiar através de um viés sexual, o qual aborda
questões como a qual os primórdios da humanidade não haviam civilizações como
as atuais e todos os indivíduos mantinham relações sexuais com ambos os sexos. Através dos tempos e com o
surgimento da demarcação territorial hoje a necessidade de “deixar”, após a
morte, estes bens a alguém, a partir daí constitui-se o que chamamos de
matrimônio.
Judith
Butler, define gênero como a escolha singular de uma pessoa, escolha essa que é
auto definitiva. Uma escolha que se torna verdade após alguém a definir como
sendo verdade, porém, totalmente modificável se a pessoa assim achar que deve mudar.
Então Ideologia de gênero nada mais é do que a sexualidade como sendo ser uma
construção cultural e social, o indivíduo a constrói através do meio em que
vive, esta teve maior visibilidade na conferência sobre mulheres em 1995 em
Pequim.
Bella
Abzug diz que: “O sentido do termo ‘gênero’ evoluiu, diferenciando-se da
palavra ‘sexo’ para expressar a realidade de que a situação e os papéis da
mulher e do homem são construções sociais sujeitas à mudança. ” Hoje já existem
estudos na área da saúde que dizem existir um cérebro masculino e outro
feminino, por isso muitas vezes constituem-se os transexuais, pois a genitália
forma-se no início do período gestacional e o cérebro forma-se nos últimos
meses de gestação, é neste período que pode haver uma dissociação entre o
cérebro e o sexo biológico, assim a criança nasce com o sexo masculino por exemplo,
mas o cérebro constitui-se feminino, assim por muitas vezes estes não se
reconhecem no corpo que possuem.
Através
dos anos constituiu-se a comunidade LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis
e Transexuais), este movimento nasceu por volta de 1970, e foi fundado por um
grupo de homens homossexuais, por volta de 1995 surge a ABGLT (Associação
Brasileira de Gays, Lésbicas e Travestis).
Hoje
já existem leis específicas que permitem que a escola aborde a Ideologia de
Gênero, até mesmo a BNCC (Base Nacional Comum Curricular) possui ao longo de
suas considerações, colocações pertinentes em relação a este tema.
“Selecionar
argumentos que evidenciem as múltiplas dimensões da sexualidade humana (biológica,
sociocultural, afetiva e ética) e a necessidade de respeitar, valorizar e
acolher a diversidade de indivíduos, sem preconceitos baseados nas diferenças
de sexo, de identidade de gênero e de orientação sexual. ”
Conforme
a Resolução Nº 7, de 14 de dezembro de 2010, que fixa as Diretrizes
Curriculares para o ensino fundamental, em seu 16º artigo diz que:
“Os componentes
curriculares e as áreas de conhecimento devem articular em seus conteúdos, a
partir das possibilidades abertas pelos seus referenciais, a abordagem de temas
abrangentes e contemporâneos que afetam a vida humana em escala global,
regional e local, bem como na esfera individual. Temas como saúde, sexualidade
e gênero, vida familiar e social, assim como o direito das crianças e
adolescentes, de acordo com o estatuto da Criança e do Adolescente [...] devem
permear o desenvolvimento dos conteúdos da base nacional comum e da parte
diversificada do currículo. ”
Mas
este tema seria realmente função da escola? Ou deveria ser trabalhado pelos
pais, assim respeitando as crenças de cada um, o meio em que vive, entre
diversos outros fatores? E os Pais será que estão realmente preparados para
isso?
Visando
todos os fatores, devemos analisar com cuidado todas estas questões, se o
professor decidir abordar estes temas em sala de aula. A complexidade desta
Ideologia a torna difícil de abordar, mitos dos alunos e os próprios pais e
professores ainda tem preconceito frente a isso, o que torna tudo ainda mais
difícil.
A
necessidade de compreensão e respeito a par de tudo isso se torna necessária
pois na atualidade isto faz parte do nosso cotidiano nos mais diversos âmbitos,
como no trabalho, na escola, na nossa família, a construção para que no futuro
tenhamos cidadãos conscientes e respeitosos bate a nossa porta, mas nem todos
estão abertos para essas questões.
Demos
criar uma mediação entre o que realmente devemos ensinar (se realmente estamos
preparados para esta prática), juntamente com a família e suas crenças, para
que ninguém saia “prejudicado” no fim deste processo. Devemos sim desenvolver o
respeito as diversidades, sejam elas quais forem (raça, cor de pele, opção
sexual), sem de nenhuma maneira “ferir’ a integridade do outro.
E
você? Acha que este papel é dever de quem?
1. Metodologia
A
metodologia deste projeto é colaborativa, a qual visa o envolvimento de equipes
cujos membros conjugam esforços na consecução de um fim comum, esta que
estimula a interação, participação e colaboração.
domingo, 24 de setembro de 2017
OBJETIVOS
- Objetivos Gerais
O Projeto Ideologia de gênero: Quem deve abordar o
tema? Os pais ou a Escola? Tem por objetivo discutir de quem é o papel de
preparar o indivíduo para viver numa sociedade a qual a diversidade sexual e a
identidade de gênero batem à porta de diferentes maneiras, sendo através das
mídias televisivas, dos jornais impressos e digitais, do rádio, das mídias
sociais e até mesmo das pessoas que vivem no mesmo meio social.
- Objetivos específicos
- · Construir o conceito de Ideologia de Gênero;
- · Identificar questões favoráveis ou não a esta ideologia;
- · Reconhecer diferentes formas de gênero e o que as constituem;
- · Confrontar posicionamentos religiosos, medicinais e sociais referentes a estudo da Ideologia de gênero nas escolas;
- · Questionar diferentes profissionais sobre de quem é o papel de educar para a Ideologia de gênero;
JUSTIFICATIVA
Com o crescente número de ataques homofóbicos, no brasil e no mundo, e agressões cada vez mais frequentes a pessoas que assumiram a sua sexualidade perante a sociedade (LGBT’s, Drags, e as mais variadas formas de gênero) sofrem preconceito, como devemos agir perante isso?
É função da escola abordar este assunto? Ou seria dos pais e familiares destes indivíduos? Até onde a escola pode ir ao trabalhar questões de gênero e suas relações sem “prejudicar” ou “agredir” as crenças destas pessoas?
O assunto assim mesmo continua sendo de extrema importância, mas de quem deve desenvolver este papel de mediador para que as crianças e adolescentes assumam sua sexualidade .
O mesmo visará abordar os diferentes posicionamentos da medicina, religião e sociedade em geral e principalmente dos pais em relação a ideologia de gênero e ver até que ponto estes aspectos influenciam na vida dos indivíduos.
A Ideologia de Gênero ainda é tratada com tema tabu na escola, mas acima de tudo no próprio meio familiar, jovens muitas vezes sentem-se reprimidos em assumir sua verdadeira sexualidade por medo da família, amigos, e da própria exclusão social causada muitas vezes em âmbitos escolares e sociais que não estão preparados para recebem estes sujeitos
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