IDEOLOGIA DE GÊNERO: QUEM DEVE ABORDAR ESTE TEMA? OS PAIS OU A ESCOLA?
O
conceito da ideologia de gênero surgiu através de Karl Marx no livro” A Origem
da Família, da Propriedade Privada e do Estado”, o qual foi publicado por Engels,
o qual explica a realidade familiar através de um viés sexual, o qual aborda
questões como a qual os primórdios da humanidade não haviam civilizações como
as atuais e todos os indivíduos mantinham relações sexuais com ambos os sexos. Através dos tempos e com o
surgimento da demarcação territorial hoje a necessidade de “deixar”, após a
morte, estes bens a alguém, a partir daí constitui-se o que chamamos de
matrimônio.
Judith
Butler, define gênero como a escolha singular de uma pessoa, escolha essa que é
auto definitiva. Uma escolha que se torna verdade após alguém a definir como
sendo verdade, porém, totalmente modificável se a pessoa assim achar que deve mudar.
Então Ideologia de gênero nada mais é do que a sexualidade como sendo ser uma
construção cultural e social, o indivíduo a constrói através do meio em que
vive, esta teve maior visibilidade na conferência sobre mulheres em 1995 em
Pequim.
Bella
Abzug diz que: “O sentido do termo ‘gênero’ evoluiu, diferenciando-se da
palavra ‘sexo’ para expressar a realidade de que a situação e os papéis da
mulher e do homem são construções sociais sujeitas à mudança. ” Hoje já existem
estudos na área da saúde que dizem existir um cérebro masculino e outro
feminino, por isso muitas vezes constituem-se os transexuais, pois a genitália
forma-se no início do período gestacional e o cérebro forma-se nos últimos
meses de gestação, é neste período que pode haver uma dissociação entre o
cérebro e o sexo biológico, assim a criança nasce com o sexo masculino por exemplo,
mas o cérebro constitui-se feminino, assim por muitas vezes estes não se
reconhecem no corpo que possuem.
Através
dos anos constituiu-se a comunidade LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis
e Transexuais), este movimento nasceu por volta de 1970, e foi fundado por um
grupo de homens homossexuais, por volta de 1995 surge a ABGLT (Associação
Brasileira de Gays, Lésbicas e Travestis).
Hoje
já existem leis específicas que permitem que a escola aborde a Ideologia de
Gênero, até mesmo a BNCC (Base Nacional Comum Curricular) possui ao longo de
suas considerações, colocações pertinentes em relação a este tema.
“Selecionar
argumentos que evidenciem as múltiplas dimensões da sexualidade humana (biológica,
sociocultural, afetiva e ética) e a necessidade de respeitar, valorizar e
acolher a diversidade de indivíduos, sem preconceitos baseados nas diferenças
de sexo, de identidade de gênero e de orientação sexual. ”
Conforme
a Resolução Nº 7, de 14 de dezembro de 2010, que fixa as Diretrizes
Curriculares para o ensino fundamental, em seu 16º artigo diz que:
“Os componentes
curriculares e as áreas de conhecimento devem articular em seus conteúdos, a
partir das possibilidades abertas pelos seus referenciais, a abordagem de temas
abrangentes e contemporâneos que afetam a vida humana em escala global,
regional e local, bem como na esfera individual. Temas como saúde, sexualidade
e gênero, vida familiar e social, assim como o direito das crianças e
adolescentes, de acordo com o estatuto da Criança e do Adolescente [...] devem
permear o desenvolvimento dos conteúdos da base nacional comum e da parte
diversificada do currículo. ”
Mas
este tema seria realmente função da escola? Ou deveria ser trabalhado pelos
pais, assim respeitando as crenças de cada um, o meio em que vive, entre
diversos outros fatores? E os Pais será que estão realmente preparados para
isso?
Visando
todos os fatores, devemos analisar com cuidado todas estas questões, se o
professor decidir abordar estes temas em sala de aula. A complexidade desta
Ideologia a torna difícil de abordar, mitos dos alunos e os próprios pais e
professores ainda tem preconceito frente a isso, o que torna tudo ainda mais
difícil.
A
necessidade de compreensão e respeito a par de tudo isso se torna necessária
pois na atualidade isto faz parte do nosso cotidiano nos mais diversos âmbitos,
como no trabalho, na escola, na nossa família, a construção para que no futuro
tenhamos cidadãos conscientes e respeitosos bate a nossa porta, mas nem todos
estão abertos para essas questões.
Demos
criar uma mediação entre o que realmente devemos ensinar (se realmente estamos
preparados para esta prática), juntamente com a família e suas crenças, para
que ninguém saia “prejudicado” no fim deste processo. Devemos sim desenvolver o
respeito as diversidades, sejam elas quais forem (raça, cor de pele, opção
sexual), sem de nenhuma maneira “ferir’ a integridade do outro.
E
você? Acha que este papel é dever de quem?
1. Metodologia
A
metodologia deste projeto é colaborativa, a qual visa o envolvimento de equipes
cujos membros conjugam esforços na consecução de um fim comum, esta que
estimula a interação, participação e colaboração.