quinta-feira, 28 de setembro de 2017

IDEOLOGIA DE GÊNERO: QUEM DEVE ABORDAR ESTE TEMA? OS PAIS OU A ESCOLA?


O conceito da ideologia de gênero surgiu através de Karl Marx no livro” A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado”, o qual foi publicado por Engels, o qual explica a realidade familiar através de um viés sexual, o qual aborda questões como a qual os primórdios da humanidade não haviam civilizações como as atuais e todos os indivíduos mantinham relações sexuais com ambos os sexos.                                                  Através dos tempos e com o surgimento da demarcação territorial hoje a necessidade de “deixar”, após a morte, estes bens a alguém, a partir daí constitui-se o que chamamos de matrimônio.
Judith Butler, define gênero como a escolha singular de uma pessoa, escolha essa que é auto definitiva. Uma escolha que se torna verdade após alguém a definir como sendo verdade, porém, totalmente modificável se a pessoa assim achar que deve mudar. Então Ideologia de gênero nada mais é do que a sexualidade como sendo ser uma construção cultural e social, o indivíduo a constrói através do meio em que vive, esta teve maior visibilidade na conferência sobre mulheres em 1995 em Pequim.
Bella Abzug diz que: “O sentido do termo ‘gênero’ evoluiu, diferenciando-se da palavra ‘sexo’ para expressar a realidade de que a situação e os papéis da mulher e do homem são construções sociais sujeitas à mudança. ” Hoje já existem estudos na área da saúde que dizem existir um cérebro masculino e outro feminino, por isso muitas vezes constituem-se  os transexuais, pois a genitália forma-se no início do período gestacional e o cérebro forma-se nos últimos meses de gestação, é neste período que pode haver uma dissociação entre o cérebro e o sexo biológico, assim a criança nasce com o sexo masculino por exemplo, mas o cérebro constitui-se feminino, assim por muitas vezes estes não se reconhecem no corpo que possuem.
Através dos anos constituiu-se a comunidade LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais), este movimento nasceu por volta de 1970, e foi fundado por um grupo de homens homossexuais, por volta de 1995 surge a ABGLT (Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Travestis).
Hoje já existem leis específicas que permitem que a escola aborde a Ideologia de Gênero, até mesmo a BNCC (Base Nacional Comum Curricular) possui ao longo de suas considerações, colocações pertinentes em relação a este tema.

“Selecionar argumentos que evidenciem as múltiplas dimensões da sexualidade humana (biológica, sociocultural, afetiva e ética) e a necessidade de respeitar, valorizar e acolher a diversidade de indivíduos, sem preconceitos baseados nas diferenças de sexo, de identidade de gênero e de orientação sexual. ”

Conforme a Resolução Nº 7, de 14 de dezembro de 2010, que fixa as Diretrizes Curriculares para o ensino fundamental, em seu 16º artigo diz que:
“Os componentes curriculares e as áreas de conhecimento devem articular em seus conteúdos, a partir das possibilidades abertas pelos seus referenciais, a abordagem de temas abrangentes e contemporâneos que afetam a vida humana em escala global, regional e local, bem como na esfera individual. Temas como saúde, sexualidade e gênero, vida familiar e social, assim como o direito das crianças e adolescentes, de acordo com o estatuto da Criança e do Adolescente [...] devem permear o desenvolvimento dos conteúdos da base nacional comum e da parte diversificada do currículo. ”
Mas este tema seria realmente função da escola? Ou deveria ser trabalhado pelos pais, assim respeitando as crenças de cada um, o meio em que vive, entre diversos outros fatores? E os Pais será que estão realmente preparados para isso?
Visando todos os fatores, devemos analisar com cuidado todas estas questões, se o professor decidir abordar estes temas em sala de aula. A complexidade desta Ideologia a torna difícil de abordar, mitos dos alunos e os próprios pais e professores ainda tem preconceito frente a isso, o que torna tudo ainda mais difícil.
A necessidade de compreensão e respeito a par de tudo isso se torna necessária pois na atualidade isto faz parte do nosso cotidiano nos mais diversos âmbitos, como no trabalho, na escola, na nossa família, a construção para que no futuro tenhamos cidadãos conscientes e respeitosos bate a nossa porta, mas nem todos estão abertos para essas questões.
Demos criar uma mediação entre o que realmente devemos ensinar (se realmente estamos preparados para esta prática), juntamente com a família e suas crenças, para que ninguém saia “prejudicado” no fim deste processo. Devemos sim desenvolver o respeito as diversidades, sejam elas quais forem (raça, cor de pele, opção sexual), sem de nenhuma maneira “ferir’ a integridade do outro.
E você? Acha que este papel é dever de quem?



1.       Metodologia


A metodologia deste projeto é colaborativa, a qual visa o envolvimento de equipes cujos membros conjugam esforços na consecução de um fim comum, esta que estimula a interação, participação e colaboração.

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